• Ricardo Barbosa

Newgrange (2015) - A alma feminina da Irlanda


País de cultura milenar, a Irlanda é um prato cheio para os amantes e estudiosos das antigas culturas.

Esta terra mágica da cultura celta – repleta de mitos, lendas, monumentos antigos e paisagens de belos campos, não poderia deixar de ser o primeiro local a ser visitado e explorado pelo Projeto Viagens da Consciência, especialmente devido a quatro locais considerados de grande valor histórico e espiritual: Newgrange , Hill of Tara, Cliffs of Moher e Croagh Patrick Mountain.

Estes locais foram a razão de nossa primeira viagem do Projeto Viagens e esse é primeiro roteiro na Irlanda, que realizamos no final do verão irlandês de 2015.

Foi uma viagem tão especial, que merecia um maior tempo de visitas e explorações, conhecendo não só mais locais históricos e sagrados, mas a natureza, as cidades e especialmente, o alegre e simpático povo irlandês.

A experiência valeu tanto a pena que repetimos a viagem no ano seguinte (2016) e pretendemos colocar a Irlanda em nosso destino fixo de viagens.

Bem, nossa jornada começou pela capital e maior cidade do país - Dublin.

Ela é uma cidade com cerca de 530 mil habitantes, mas se contarmos toda a região metropolitana (tipo a Grande São Paulo), são quase 2 milhões de pessoas, vivendo em uma cidade alegre e vibrante que mantém um estilo que mistura bem o moderno e o antigo. Há muitas casas e locais bem charmosos e bonitos e claro, várias avenidas e pontos comerciais e turísticos.

Dublin tem o tamanho ideal, nem tão grande para que você seja atropelado pelo ritmo frenético das grandes cidades e nem tão pequena a ponto de fazer você ficar entediado.

Mas falaremos melhor de Dublin em outro post, pois tivemos pouco tempo para curtir a cidade.

Chegamos no dia 27 de agosto as 14:30 horas, depois de escalas em Madri e Londres e só tivemos tempo para jantar e descansar, pois sairíamos no dia seguinte de manhã para o primeiro local e trabalho de nossa viagem de 21 dias - Newgrange.

Nossa primeira visita, fica a cerca de 50 km de Dublin e o acesso é feito por uma auto-estrada e depois por estradas menores, tudo muito bem sinalizado, afinal, ele é o mais famoso sítio pré-histórico do país.

Era uma linda manhã , com sol (chove muito na Irlanda) e temperatura agradável (cerca de 15 graus). Depois do café da manhã no hotel, seguimos em direção ao nosso destino, que fica no vale de um rio chamado Boyne, no Condado de Meath (a Irlanda é dividida administrativamente em Condados).

Newgrange na verdade é parte de um complexo de monumentos construídos ao longo da curva do rio Boyne, conhecidos coletivamente como Brú na Bóinne. Esta área dentro da curva do rio contém uma das mais importantes paisagens pré-históricas do mundo e o maior conjunto de arte rupestre da Europa Ocidental, considerados Patrimônio Mundial pela UNESCO.

Arqueólogos classificaram Newgrange como uma passagem para um túmulo, no entanto ele é agora reconhecido como muito mais do que um túmulo. Templo Ancestral é uma classificação mais adequada para o local, devido a sua importância astrológica, espiritual, religiosa e cerimonial.

Mas segundo a mais antiga mitologia, ele era na verdade a morada de deuses vivos, que foram concebidos e nasceram naquele local.

Depois de 1 hora de viagem , entramos por um grande estacionamento para visitantes, gratuito e bem conservado. De lá, há um acesso arborizado que nos levou ao Centro de Visitantes, um grande espaço dedicado aos turistas que possui uma lanchonete com amplo espaço, banheiros, um museu com a história do local, uma recepção com todo o suporte que precisamos e claro, uma pequena loja para venda de produtos relativos ao complexo histórico.

Logo ao chegarmos, fomos recebidos por um guia que nos orientou sobre como procedermos na visita, como utilizarmos o Centro de Visitantes e como chegaríamos ao monumento.

Pagamos nossos ingressos, que custaram em torno de 7 euros cada (idosos e crianças tem desconto) e antes de seguirmos ao monumento, nos reunimos brevemente com Dora M Bentes que nos orientou sobre o trabalho meditativo que faríamos lá.

Supõe-se que a construção de Newgrange se deu por volta de 5.200 AC, durante o período Neolítico, o que o faz mais antigo do que Stonehenge e as pirâmides do Egito. Ele é um monumento grande, com cerca de 85 metros de diâmetro e 13 metros de altura e nós podemos acessar seu interior através de uma passagem de 19 metros, que nos leva a uma pequena câmara, cujo fundo só é atingido pelos raios do Sol ao nascer do dia mais curto do ano - o solstício de inverno.

Os antigos achavam que a luz do Sol, ao penetrar nas profundezas do monumento, representava a união entre a deusa-terra e o deus-sol, trazendo a fertilidade ao solo.

E foi esta percepção de fertilidade dos antigos, que nos levou para este local. Estávamos lá para meditarmos e entrarmos em contato com a alma feminina da Irlanda, em um local que era como um grande útero.

Para chegar ao monumento, tínhamos que sair do Centro de Visitantes, percorrer um belo caminho arborizado, cruzar a ponte sobre o rio Boyne e esperar, em uma pequena estação, o próximo ônibus, que nos levaria ao local.

O trajeto do ônibus foi bem curto - 10 minutos e depois de chegarmos e nos apresentarmos a uma pequena guarita, fomos reunidos em um grande grupo de turistas do mundo todo, que foi recepcionado por um guia muito simpático que nos explicou de forma didática e divertida tudo sobre Newgrange.

Depois das explicações, entrarmos e conhecermos o interior do monumento.

Como não era permitido meditarmos dentro dele, nos reunimos em um pequeno local de pedras circulares ao lado, para nossa primeira meditação:

Na meditação, conduzida pela Dora M Bentes, entramos no ventre de Newgrange, trabalhando uma "autofecundação", uma "fertilização", plantando a semente de nossos projetos, objetivos, de tudo que somos, para iniciarmos nosso processo de renascimento e sermos quem somos realmente - seres integrais e integrados com a natureza, o planeta e a humanidade.

Após a meditação, fizemos nossa sessão turística de fotos e vídeos e pegamos o ônibus de volta ao Centro de Visitantes, onde nos reunimos na lanchonete para trocarmos e integrarmos tudo que vivenciamos no local.

Posso afirmar que foi uma experiência incrível, principalmente a energia e o acolhimento que sentimos e como isto foi importante para iniciarmos nossa grande aventura pela Irlanda.

Depois disto, refeitos da experiência, fomos em busca de um restaurante que aceitasse 14 pessoas com fome. Encontramos um ótimo na estrada o The Fork Eatery (https://www.facebook.com/theforkeatery/) que nos acolheu bem e tinha um delicioso fish and chips (tradicional prato britânico) como prato principal. Comemos muito bem, nos divertimos e estávamos prontos para nosso próximo objetivo - Hill of Tara.

Mas isto fica para o próximo post.

Projeto Viagens da Consciência

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