• Ricardo Barbosa

Escócia - Edinburgh e os mistérios da Capela de Rosslyn


Continuando o relato das viagens do Projeto Viagens da Consciência, falaremos agora da nossa primeira experiência pela Escócia, realizada no início de setembro de 2015.

A experiência foi tão marcante que retornaremos agora em setembro de 2017 para novas aventuras neste país, explorando com mais tempo seus lugares e natureza sagrados.

Voltando a 2015, ao finalizarmos nossa passagem pela Irlanda na cidade de Westport, seguimos de carro para Belfast - Irlanda do Norte, levando cerca de 4 horas para chegarmos ao nosso destino, em uma viagem tranquila e segura, pois as auto-estradas que utilizamos eram muito boas e tivemos muitas opções de paradas para comermos e descansarmos ao longo do trajeto.

Chegamos em Belfast a tarde e fomos direto ao hotel, onde nos acomodamos e depois saímos para conhecer o centro da cidade e jantar em algum restaurante.

Belfast é a maior cidade da Irlanda do Norte, a capital do país mas possui menos de 500 mil habitantes. Para quem não sabe, ao contrário da Irlanda, a Irlanda do Norte faz parte do Reino Unido, juntamente com Inglaterra, Escócia e País de Gales.

Ficamos somente algumas horas no país e não tivemos muito o que avaliar dele. O que podemos dizer com certeza é que a Irlanda do Norte não tinha a mesma energia positiva e amorosa da Irlanda.

De manhã cedo, pegamos o ferry, ou em bom português, uma barca para cruzarmos o oceano e nos dirigirmos para a ilha da Grã Bretanha, mais especificamente na Escócia.

Para nossa travessia marítima, utilizamos o serviço oferecido pela Stena Line (www.stenaline.co.uk/ferries-to-britain). Fomos em uma embarcação que nos deixou surpresos pela qualidade do serviço e pelas opções que tínhamos a bordo. Parecia que estávamos em um navio de cruzeiro (guardadas as devidas proporções). Tínhamos poltronas e cadeiras confortáveis, camas (para quem quisesse pagar mais), lanchonete de qualidade, cinema, spa e freeshop. Além disto, a embarcação levava carros, caminhões e ônibus em sua parte inferior.

Fotos: interior do ferry da Stena Line - rota Belfast a Cairnryan

Depois de comermos, descansarmos, passearmos pelo ferry e gastarmos um dinheirinho no freeshop, chegamos ao porto de Cairnryan duas horas e meia depois, onde pegamos um ônibus que nos levaria a Edinburgh. Teríamos pela frente mais duas horas e meia de viagem, mas que passaram de forma rápida, pois tínhamos uma bela paisagem, já que fomos beirando a costa escocesa.

Depois de passarmos por Glasgow, chegamos em Edinburgh, no terminal rodoviário da cidade. De lá, parte do grupo foi de táxi ao hotel e outra parte foi caminhando, para conhecer e sentir os ares da cidade.

O Hotel fica em uma área centralizada e bem arborizada e depois de descansamos um pouco fomos dar uma volta pelas imediações e conhecer uma importante avenida - a Princes Street.

Esta é uma via movimentada e com grande número de turistas, sendo que de um lado dela temos muitas lojas, restaurantes e escritórios e do outro lado, o charme da avenida - uma grande área verde com jardins, monumentos, museus, além de um shopping, uma grande estação de trem e uma linda vista da cidade velha.

Esta área verde, o Princes Street Gardens separa o centro de Edinburgh em dois - a Old Town, cidade velha e a New Town, cidade nova. A Princes Street fica na New Town.

Foto: Princes Street - New Town

Foto: vista da Old Town a partir da Princes Street

Na Old Town os edifícios ainda preservam seu formato medieval e é nesta parte da cidade que está o acesso ao Castelo de Edinburgh, um dos mais importantes do país e que domina a paisagem da cidade do alto de Castle Rock, um antigo vulcão.

Edinburgh é uma linda cidade, dinâmica, ativa e que lida bem com a modernidade preservando o que pode de sua história.

Mais a frente da Princes Street pudemos ver a Calton Hill, uma colina com uma bela vista da cidade e do mar, e o Holyrood Park. Nesta viagem não deu para visitar estas áreas, mas iremos com certeza na próxima, que faremos agora em julho.

Foto: vista do Castelo de Edinburgh.

Se estava frio? Mais ou menos. Nos dois dias que passamos na cidade a temperatura estava bem mais fria que as Irlandas, ficando entre 16 e 11 graus e diferente da maioria dos dias da Escócia, pegamos dias com sol entre nuvens e sem chuva.

Depois de passear e comer retornamos ao hotel para descansarmos e nos preparamos para nossa próxima atividade - A Capela de Rosslyn, que visitaríamos na manhã seguinte.

Levantamos cedo e depois do café da manhã, seguimos para Roslin, uma pequena vila a 12 km de Edinburgh. Fomos de ônibus e cerca de 1 hora depois, chegamos ao local.

Compramos os ingressos e entramos na famosa capela.

Créditos: The Official Rosslyn Chapel Website - Entrada da Capela

Quem leu o conhecido livro O Código Da Vinci, de Dan Brown ou viu a versão em filme deste livro, que tinha Tom Hanks e Audrey Tautou como atores principais, sabe desta capela.

No filme a personagem de Audrey Tautou, Sophie, descobre que é descendente de Jesus Cristo, ao visitar a capela. Tem cenas gravadas dentro e fora deste local.

Foto: Capela de Rosslyn - parte externa

Como não é permitido fotos ou filmagens dentro da capela e nós não estávamos gravando um filme de Hollywood, ficamos sem registros do local, exceto o que vivenciamos em nossas mentes e corações. Mas, colocamos algumas fotos oficiais do site para que saibam do que estamos falando.

A capela começou a ser construída em 1446 e dizem que sua construção é atribuída aos Cavaleiros Templários, que teriam levado a Arca da Aliança, o Santo Graal, os pergaminhos do Rei Salomão e a cabeça de Jesus mumificada ao local e escondido em seu subterrâneo.

Fantasias, fatos ou lendas a parte, o interior da capela é impressionante. Vimos um grande volume de pedras esculpidas e gravações em suas paredes numa grande quantidade de símbolos judeus, cristãos, egípcios, maçônicos, celtas e outros originários das tradições pagãs (nórdicos). Levaria dias para ver e entender cada símbolo esculpido e desenhado naquele local.

Mas dois pontos da capela chamaram nossa atenção: o Pilar do Aprendiz e a Sacristia ou Cripta.

O primeiro é a mais bela coluna (ou pilar) da capela e tem uma lenda muito interessante sobre sua construção, que não falaremos aqui. É realmente muito grande o contraste entre esta coluna e as demais colunas da capela.

Logo ao lado dela, temos o acesso a cripta, que fica no subterrâneo, descendo por uma escada íngreme de pedra. Ao começarmos a descer a escada, a energia que vinha em sentido contrário (do interior da cripta) era tão forte que a sensação era como se tudo estivesse pulsando ao nosso redor. Difícil explicar isto em palavras.

Dentro da cripta, a sensação continuava, embora em menor escala.

Créditos: The Official Rosslyn Chapel Website - Cripta

Créditos: The Official Rosslyn Chapel Website - Pilar do Aprendiz. No canto inferior direito está a escada de acesso à Cripta.

Depois de conhecermos e vivenciarmos a capela, saímos e ficamos em seu lado externo, onde fizemos uma meditação guiados por Dora M. Bentes.

Lá, meditamos para acessarmos todo este conhecimento antigo e compartilharmos ele com as novas gerações, que somos nós, nesse processo de renascimento, aprendizes de nós mesmos.

Após a meditação, ficamos tirando fotos do exterior da capela (ali era permitido) e retornamos a entrada da capela, onde estava o Centro de Visitantes, que é um local onde podíamos comprar lembranças, ter acesso a livros e figuras da capela e saber da história do local em belas telas touchscreen, além de termos acesso a uma bela maquete da capela. Lá também tem uma pequena lanchonete, com um pátio externo com vista para uma grande área verde e arredores do local.

Ficamos na lanchonete para comermos e para trocarmos as experiências da visita e da meditação. Finalizamos o passeio e pegamos o ônibus de volta a Edinburgh.

Como ainda estava cedo, o grupo pôde ir ao centro da cidade para passear e desta vez, andamos pela Old Town, a cidade velha, caminhando por uma rua muito conhecida chamada Royal Mile. Esta rua continuava em outra rua que dava no Castelo de Edinburgh, mas não deu para visitá-lo pois já estava fechado.

Andar por esta parte da cidade é entrar em contato direto com a Escócia. Podemos ver os escoceses vivendo seu dia a dia normal, conversando, se divertindo ou indo e vindo de seus afazeres, junto com os turistas (estes mais devagar, como nós). Ficamos olhando as lojas com produtos típicos do país, as igrejas, os pub, os artistas de rua e os restaurantes.

Foto: Royal Mile

Próximo ao castelo, teve um local que fizemos questão de visitar (a maioria de nós): a The Scotch Whisky Experience, afinal, estávamos na Escócia e que melhor lugar para provarmos um bom whisky senão neste país?

Nesta casa, você pode fazer os tours degustativos pagando entre 13 e 70 libras de acordo com o tour. Para quem não quer pagar há a opção de ir ao bar e pedir alguns dos mais de 400 tipos de whiskies disponíveis. Também há uma loja, onde podemos comprar estes whiskies.

Fotos: a esquerda, acesso ao Castelo de Edinburgh; a direita, prédio do The Scotch Whisky Experience

No final do dia, voltamos ao hotel e fomos descansar, pois no dia seguinte pegaríamos nosso vôo para a próxima parte da viagem: a Inglaterra.

Nos próximos posts falaremos de nossas aventuras pelas tradições e mistérios ingleses.

Projeto Viagens da Consciência®

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