• Sónia Villar Mendes

Somos Seres Bipolares??


“Temos que estar sempre alegres”!

“Temos que agir sempre”!

“Temos que evitar o conflito”!

“Temos que esconder nosso desagrado”!

“Ser uma boa pessoa é nunca demonstrar raiva”!

Gente! Aqui temos um grande equívoco! O dia existe sem a noite? A vida existe sem a morte? A alegria existe sem a tristeza?

Com certeza muitos terão assistido o filme “Divertida mente”... O aspeto brilhante deste filme é a sua capacidade de nos mostrar como certas emoções, que nos ensinam que são “negativas”, na verdade são fundamentais para a construção saudável da nossa identidade e nossa capacidade de integrar o Mundo!

Quem não se lembra da tristeza?! Aquela figura incrivelmente “fofa” a quem dá vontade de dar colo, mas ao mesmo tempo guardar numa caixa para que ela não interfira no maravilhoso plano da Alegria, de fazer tudo ser divertido! Pois bem, a Tristeza revela-se um elemento chave para evitar que a Riley (menina de 11 anos) não fuja de casa! As suas dificuldades de adaptação a uma nova realidade de vida tornaram-se tão difíceis, que fugir de casa parecia ser a única solução! Mas a tristeza foi importantíssima para que ela sentisse a saudade dos pais, relembrar-se de como era importante estar perto deles e, assim, desistir do seu plano de fuga!

E a Raiva? Aquele bonequinho vermelho super mal-humorado! Que perigo tê-lo no comando!!!! Pelo contrário! Ele se revelou, também, fundamental na concretização do regresso a casa! A raiva impulsiona-nos para a ação! E nesse sentido é uma emoção que não deve ser negada e bloqueada!

Somos seres “bipolares” na medida em que o nosso equilíbrio depende da forma saudável em que circulamos e oscilamos entre as polaridades, as dualidades que a vida e o mundo nos trazem!

Alegria – Tristeza, Vida – Morte, Masculino – Feminino, Ação – Apatia! Todas necessárias a nossa construção enquanto pessoas e essenciais à nossa capacidade de adaptação às circunstâncias que nos envolvem!

Aceitar a possibildiade de sentir raiva, inveja, apatia, tristeza, ciúme, é aceitar nossa humanidade! Temos que sentir todas as emoções, não podemos “morar” nelas! Não devemos ficar presos em estados emocionais, pois isso conduz-nos ao desequilíbrio! À patologia emocional!

Depressão, bipolaridade, compulsão, obsessão, são alguns quadros patológicos que refletem a prisão nos polos da emoção!

Tal como numa balança, se o peso pende para um dos lados, ela estará em desequilíbrio! Assim é o Ser Humano!

Sónia Villar Mendes é Psicóloga, Terapeuta Quântica e Facilitadora Relacional no âmbito psicossocial.

Sónia Villar Mendes

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#emoções #equilíbrio

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