• Julia Matsuda

Seja Responsável


Mas não leve a vida tão a sério

Faço terapia desde o ano do cursinho. Estimulada por um ex namorado, comecei a perceber a necessidade de superar questões, a princípio por tristeza e falta de auto estima. Comecei por cognitiva comportamental, aí junguiana, depois psicanálise, até começar a terapia floral.

Dentro desse processo fui aprendendo a me conhecer, perceber meus padrões, minhas compulsões e procrastinação. Quando percebi, estava diariamente quebrando a cabeça e brigando com eles (que são uma parte de mim), me culpando por saber o que tinha que mudar e não conseguir.

Hoje percebo que a grande virada no meu processo terapêutico é perceber a enorme diferença entre responsabilidade e seriedade.

Aprendi com minha terapeuta Dora M. Bentes que responsabilidade pode ser responder com habilidade. O comprometimento que temos é com nós mesmo, com o que queremos viver e o que estamos emanando. Tem muita a ver com assertividade, inteligência emocional, ser gentil com o outro enquanto somos conosco também.

Quando resolvi ser responsável pelo meu processo, peguei pra mim um fardo pesado de carregar. Como eu iria mudar todas aqueles padrões aprendidos em sociedade e em família que não me faziam bem em experiência para aprendizado e não simplesmente rejeita-los?

Passei uns dois anos nessa angústia, promessa sem jeito, como diria Chicó, em O Auto da Compadecida.

Com os processos, pessoas me ajudando, meditações constantes, vou percebendo, devagar (outra coisa antes inadmissível), que quando levo a vida com leveza e alegria, as coisas fluem.

Parece clichê, mas qual a diferença de me preocupar ou não? Somente que o primeiro será cheio de angústia e ansiedade, enquanto passar pelo desafio aceitando o tempo e o aprendizado simplesmente passa e só fica a solução.

Me ler escrevendo essas coisas me faz sentir uma enorme alegria. Não por superação (ou acham que encontrei a iluminação), porque existe um caminho e cada questão que surge é um trabalho novo, mas porque compreendo agora que está na minha responsabilidade como ajo e reverbero as dificuldades. Cabe a mim escolher se vou ficar triste, brava, frustrada e culpada ou se pego pra mim o aprendizado, a transformação, a felicidade e resiliência.

Tenho uma história, sei dos meus privilégios, mas sei também que vivi muitos obstáculos. Superados do jeito que me foi possível em suas épocas e nem sempre da forma que julgava ideal. Hoje sei que era o que eu podia.

E vivo agora, dia a dia, tentando ser melhor pra mim. Não fugindo da sombra e dos maus pensamentos, mas buscando olhá-los com carinho e escolhendo não dar força a eles.

Isso é um pedacinho do meu processo terapêutico, do tal propósito de vida. Como terapeuta não tento passar aos meus pacientes que posso cuidar deles porque sou perfeita, mas sim que posso trocar com eles experiências e levar pra eles meios de transformação como eu mesma vivo.

Como diz o outro, a dor existe, o sofrimento é uma escolha.

Julia Matsuda é Terapeuta do Centro. Trabalha com Auriculoterapia, Cone Hindu, Reiki Usui, Florais e Astrologia.

Junto com a parceira Marilissa Abdalla, elas criaram a Terapia a 4 Mãos, que associa quatro técnicas terapêuticas: reflexologia podal, ILIB, acupuntura auricular francesa e massagem facial.

#responsabilidade #aprendizagem #transformação

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