• Eduardo Alves

Tenha mais calma consigo mesmo: veja comportamentos que você pode mudar para se aceitar melhor


Acolher nossas próprias ‘tempestades’ é exercitar a compreensão com o seu próprio modo de ver e viver a vida. É entender que é preciso ter paciência com a gente mesmo e levar a rotina com mais leveza.

Poder saborear a manhã, sem pressa, tomando um café e folheando uma revista. Na maioria das vezes, esse pode ser o nosso desejo, a nossa expectativa, mas aí lidamos com o tempo que nos mostra atrasado ou com aquela frase atravessada que dissemos para um ente querido e, então, já estamos nos culpando e sendo intolerantes conosco e achando que falamos algo mal-intencionadamente.

Veja, abaixo, o que pode fazer para conviver melhor com esses comportamentos que acabam com a calma de qualquer um.

A expectativa

Esqueça o controle de uma vez por todas. A ilusão de que podemos comandar tudo é motivo da maioria das frustrações que vivemos. Se você olhar mais de perto irá perceber que em tudo há algo que pode lhe incomodar. O que acontece é a forma que enxergamos que nos proporciona mais ou menos prazer diante de tal situação. No livro As coisas que você só vê quando desacelera, o monge budista Haemin Sumin diz “nós nos sentimos infelizes não só porque algo ruim aconteceu mas também por causa do turbilhão de pensamentos sobre o que aconteceu”.

Desacelerar vai ajudar a ser menos raivoso consigo mesmo e aceitar seu processo de transformação - e a também aceitar isso no outro. Repare que não estamos falando em ver a situação com uma ‘lente cor-de-rosa’, mas, sim, em poder entender que se armar contra si mesmo só afasta ainda mais qualquer possibilidade de solução.

O tempo

Seu trabalho demanda muito, sua rotina é cansativa e você, uma semana antes, já se vê ansioso pelo que vai acontecer, pelas tarefas que aparecem em sua lista. O atual estilo de vida parece exigir que a palavra produtividade ‘pisque’ como um letreiro diante dos nossos olhos o tempo todo e não nos deixa observar outras coisas. Ter calma, nesse contexto, pode parecer coisa para os fracos.

Avaliar a forma como tem levado sua vida, com sinceridade, pode lhe trazer caminhos surpreendentes de como a calma pode ser inserida na sua rotina. Livrar-se de crenças limitantes com relação ao tempo é extremamente importante para poder priorizar o que realmente lhe importa. Já se perguntou o que você faria se tivesse todo o tempo do mundo para dedicar ao que sente, no seu coração, que deveria estar fazendo? Não duvidaria se, com essa pergunta, você se sentiria desconfortável o suficiente para negar seus próprios desejos diante de um estilo de vida hoje imposto.

Cada pessoa tem uma relação com o tempo, mas todos temos a mesma quantidade dele, sem distinção alguma. Faça no seu tempo e acolha a si mesmo quando resolver não priorizar algo nesse momento, deixando qualquer culpa para fora.

A tolerância

Em quem respinga seus dias mais difíceis? Já se fez essa pergunta? Experimente pensar o quanto poderia ter sido mais tolerante consigo mesmo, mas outra pessoa acabou por ter de suportá-lo. Normalmente, essas posições são ocupadas por entes muito queridos e próximos, que têm mais acesso a nossa intimidade.

É nesses momentos, no nosso íntimo, que lidamos com uma raiva e uma angústia muito grande. Nasce dentro do nosso peito tamanha frieza e fúria que ‘colegas’ não nos reconheceriam se botássemos tudo para fora. No livro Calma, é explorado o fato da nossa capacidade de gerar uma alta expectativa em algo que vai acontecer e, com isso, perdermos nossa serenidade - com a gente e, principalmente, com o outro.

Praticar a tolerância é um exercício diário de vigia de si mesmo. Entender o que está por trás desse comportamento é extremamente relevante e você pode fazer isso com o apoio de um terapeuta e se perguntar: o que eu poderia fazer se não tivesse tanta raiva e fúria diante das situações e/ ou pessoas? E ir fundo. No ThetaHealing, por exemplo, é possível investigar a raiz de tal sentimento para que possa se sentir livre dessa causa inicial.

A intenção

Sempre que alguém pisa em seu pé… é de forma mal-intencionada? É importante entendermos que, nem tudo que fazemos, é de propósito. Acidentes acontecem e, por vezes, falamos o que não queríamos. Ter empatia consigo mesmo é o início de tudo para entender também esse comportamento em outras pessoas.

A melhor dica que posso compartilhar aqui é: pare, respire e reflita, mesmo que por poucos segundos. Aceite o que fez sendo responsável pelos seus atos e siga em frente. Respirar é um santo remédio para quase tudo na vida. No livro, A Arte de Respirar, Danny Penman explica que dedicar alguns minutos para inspirar e expirar pode ajudar muito, pois trazem ao sistema nervoso a consciência. É como se ele, a partir disso, pudesse relaxar para seguir. Concentrar-se na respiração atentamente reduz o ritmo cardíaco e a pressão sanguínea.

Já deu para perceber que os danos são bem menores se você lidar com o estresse no início e de forma consciente do que deixar que ações explosivas tomem conta de você. Se você leu esse texto até aqui, aproveito para lhe convidar para um encontro conosco, no próximo 22 de janeiro, às 19h, no Centro de Desenvolvimento Dora M Bentes. Neste dia e horário, vamos discutir formas de olhar para dentro da gente e entender como nascem as tempestades de cada um.

É o momento de descobrir a coragem que mora no nosso peito, aprender a ouvir nosso coração e encarar a beleza que existe quando nos damos conta que não somos infalíveis e que há muita beleza, sabedoria e transformação nisso. Além de um bate-papo sobre o assunto, iremos realizar alguns exercícios baseados na técnica Thetahealing e, também, na Jornada Narrativas de Vida.

Aproveito para sugerir que acompanhe a programação do Centro de Desenvolvimento Dora M. Bentes, que está participando da campanha Janeiro Branco. O objetivo é ressaltar a importância dos cuidados com o equilíbrio da mente e das emoções para uma vida tranquila de interação leve e realizadora.

Eduardo Alves é graduado em Relações Públicas e especialista em Mídias Digitais.

É formado em ThetaHealing DNA Básico e Avançado pela Escola Onda e certificado internacionalmente pela THInK.

Também estuda escrita criativa e afetuosa, captação e tratamento de histórias de vida e curadoria de conhecimento em espaços menos ortodoxos.

Lançou o Kayuá, projeto de autoconhecimento livre e itinerante que acredita que a narrativa contribui para o desenvolvimento do ser humano. Com ele, apoia pessoas em seu autoconhecimento por meio do ThetaHealing e da Jornada Narrativas de Vida.


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