• Daniella Prevot

Como ser Autêntico (sem cometer Sincericídio)


Existe uma linha tênue entre sermos autênticos e cometermos sincericídio.

Tá bom, não é uma linha tão tênue assim, mas para alguns de nós falar sinceramente sem gerar atritos, desentendimentos ou mesmo soarmos insensíveis é um tanto desafiador (sagitariana escrevendo por aqui!).

Já ouviu aquela frase: ser autêntico não é falar tudo o que você pensa? É mais ou menos por aí.

Para ajudar um pouquinho mais, aqui vão duas dicas de comunicação que ajudam muito a manter a autenticidade e ao mesmo tempo a demonstrar o nosso cuidado e respeito pelo outro:

1. Separe os fatos da sua interpretação dos fatos

Ao conversar a respeito de algo que aconteceu, procure falar apenas aquilo que você observou que aconteceu, como se fosse uma gravação de uma câmera, deixando de lado aquilo que você interpretou do ocorrido.

Ao invés de falar, por exemplo: “Você não se importa com a organização da nossa casa!”, diga somente o que de fato acontece: “Todos os dias dessa semana você deixou sua roupa suja no chão do quarto”.

Por que não falar a nossa interpretação?

Porque ao fazermos isso as pessoas podem entender como uma crítica e se retraírem ao diálogo.

Se gravássemos numa câmera de vídeo, todos que assistissem iriam observar o mesmo fato: a pessoa deixou a roupa para lavar todos os dias no chão do quarto. Nesse caso “não se importar com organização da casa” é a interpretação do que aconteceu.

Outro exemplo: um amigo pode passar perto de nós e não nos cumprimentar. Podemos interpretar na hora “Caramba, ele me ignorou!”. Mas ao conversar com ele lembramos que ele é míope e estava sem óculos e lente! O fato é, simplesmente, que ele não nos viu. Isso mostra como podemos errar nas nossas interpretações!

Além disso, cada um de nós tem uma interpretação diferente sobre cada fato.

No primeiro caso, para a pessoa que deixa a roupa suja no chão provavelmente esse comportamento não significa que ela não se importa com a casa.

Sincericídio é falarmos nossa interpretação, ou julgamento, dos fatos.

Autenticidade é falarmos o fato que nos incomodou.

Isso está diretamente ligado com a segunda dica...

2. Expresse seus valores ao invés de sua interpretação

Geralmente nossas interpretações estão imbuídas dos nossos juízos de valor. O que isso quer dizer?

No caso acima, se nos incomodamos com a roupa suja no chão muito possivelmente a organização é algo valorizado por nós.

Um juízo de valor é aquilo que nós consideramos valioso e importante:

- Meu valor é a cooperação;

- Realmente acredito no crescimento e evolução contínuos;

- Para mim, o mais importante é a igualdade;

- Acredito que todas as pessoas devam ter o maior grau possível de liberdade.

A organização pode ser super importante para nós, mas não necessariamente é para o outro. O problema vem quando acreditamos que todo mundo deveria ter os mesmos valores que nós. Meu marido costuma dizer que todos nós temos um “pódio” de valores, os 3 valores mais importante que formam a nossa base de identidade.

Quando eu interpreto que o outro “não se importa com a nossa casa” porque não compartilha do mesmo valor de organização que eu, estou fazendo um julgamento sobre o outro.

Aqui entra o balanço entre a autenticidade e a empatia para com o outro.

Então, o mais assertivo é procurarmos falar o que é importante para nós. Olha só como fica diferente: “Todos os dias dessa semana você deixou sua roupa suja no chão do quarto e eu me sinto incomodada porque para mim a organização é algo muito importante.”

Deu para perceber como é sincera essa expressão e ao mesmo tempo não aponta a “culpa” ou nosso julgamento do comportamento da outra pessoa? A organização aparece aqui como nosso valor e contextualizamos outra pessoa sobre qual fato exatamente está nos incomodando.

Valeu a leitura até aqui? Se interessou em saber mais sobre comunicação?

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Se quiser saber um pouco mais, estou te disponibilizando um vídeo falando um pouco mais sobre essa ótima ferramenta de comunicação.

Agradeço seu tempo e atenção até aqui, espero que te auxilie a ter conversas mais autênticas!

Grande abraço, Dani Prevot

Daniella Prevot é formada em Gestão de Políticas Públicas. Astróloga, coach e aplicadora de Jin Shin Jyutsu®. Trabalha com leitura de mapa astral, florais Joel Aleixo e meditação em suas consultas. Também trabalha com o desenvolvimento de uma comunicação mais assertiva e empática em seus atendimentos.

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