• Eduardo Alves

3 aprendizados sobre a nossa Narrativa de Vida


Uma selfie é o mais puro retrato da nossa narrativa. Pense comigo: ela representa um momento (sendo vivido) e conta uma história (atual e de todos os elementos que formam a pessoa que está ali na imagem), daqui algum tempo, depois de guardada, ela passa a falar também do passado.

Quando a selfie nasce no papel e não na câmera do celular, passamos a ser representados de uma forma mais inspirada.

Foi isso que aconteceu durante os 3 encontros de SELFIE retrato por escrito, que é uma vivência inspirada na jornada Narrativa de Vida, que ocorreram em junho.

Os participantes puderam, por meio da escrita, se descobrir, reviver memórias e entender como suas narrativas de vida se formam.

Abaixo, compartilhamos 3 dos aprendizados que foram explorados nessa jornada e DICAS ATIVAS, ou seja, coisas que você pode fazer agora mesmo em posse de papel e caneta.

✒️ O respeito por nossa trajetória

A primeira coisa que uma narrativa de vida faz por nós é nos mostrar como elemento essencial da nossa história. Mais do que fatos marcados, discutimos os vieses, as transformações que aconteceram no momento vivido.

Pela escrita, além de relembrar o sentimento e a sensação ali, podemos experimentar novas sensações conectadas com a nossa bagagem atual.

“Escrever à mão ativa uma área de recompensa no cérebro e ajuda a fazer memória de longa duração, porque usa ferramentas de leitura e de busca para escrever a palavra, formar sentença e dar sentido a ela,”, disse Elvira Souza Lima, pesquisadora em desenvolvimento Humano para uma reportagem da revista Vida Simples.

A ‘selfie de papel’ tem uma função ainda mais detalhista sobre a gente. Ela abre um espaço de análise que, muitas vezes, numa foto, estamos focados em questões estéticas e não profundamente no que somos. Só podemos saber quem somos, respeitando a nossa história, olhando pra gente mais profundamente.

A partir do papel e da caneta, começamos a desenhar a gente mesmo. Digo desenhar porque no ambiente da oficina, encaramos cada letra como uma arte e com seu significado,elas geram reflexões sobre nossa jornada.

✨ DICA ATIVA: num papel, anote 3 acontecimentos marcantes em sua vida. Faça linhas a partir dessas anotações e escreva sentimentos e necessidades que olhar para isso trazem para você (não se julgue, apenas anote). Faça isso com os 3 acontecimentos. Escolha um e escreva tudo que vier em sua mente sobre o assunto, caminhando pelo passado dela, mas também o que ele representa hoje para você.

✒️ O outro na nossa narrativa

No livro “O poder da empatia”, de Ronald W. Dworkin, surge o conceito que aponta a importância do estar curioso pelo outro tem em nosso processo de desenvolvimento humano. Dworkin diz que “para conhecer a si mesmo é preciso tanto introspecção quanto outrospecção.”

No segundo encontro da vivência, mostramos a escrita como uma aliada para equilibrar o nosso olhar para dentro e para fora. Falamos de como escrever sobre memórias, relações, incômodos e experiências, buscando a empatia consigo, claro, mas com o outro pode ser uma forma de entender como somos e como devemos viver saindo de nós mesmos e explorando as vidas e perspectivas de outras pessoas.

✨ DICA ATIVA: esteja curioso e mude de caminho de vez em quando, repare nas pessoas que passam por você. Quando chegar em casa, anote o que sua memória guardou. Faça isso por uma semana e depois disso, faça uma escrita sobre como essa experiência foi para você. Que sensações, aprendizados e emoções percebeu. Se pergunte: o que, de tudo que vi, serve para o meu momento?

✒️ Escrevendo a nossa história

No terceiro encontro, que foi o último da jornada Narrativas de Vida pela vivência SELFIE, abordamos a importância de se questionar. Usamos a metáfora do anzol (que é um ponto de interrogação invertido) e como ele é inspirador para buscar informações dentro da gente.

Falamos do que molda nossa narrativa: as motivações, os desafios, a jornada, o propósito. Aprofundamos em cada um e como eles geram informações sobre as histórias que contamos, mas, principalmente, trazem para a consciência, quando escritos e trabalhados, uma visão clara do que queremos manifestar no nosso futuro.

Mergulhar neles pela escrita é tornar este processo parte da expansão da nossa consciência e inspiração.

✨ DICA ATIVA: durante uma semana, todas as manhãs, anote suas principais motivações para o dia, anote também suas sensações, emoções e necessidades (para se manter motivada). Ao final, escreva reflexões sobre essa jornada, sobre você e o que te MOVE; Na outra semana, faça com o tópico seguinte; e depois e depois.

Se você ficou inspirado em atravessar essa jornada, temos uma boa notícia: nos dias 26 e 27 de outubro, acontecerá uma nova edição de SELFIE: retrato por escrito. Saiba mais aqui.
Além da vivência, o Eduardo Alves realiza atendimento individuais com base na metodologia Narrativas de Vida. Para mais informações, acesse aqui.

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Quer participar da próxima turma da vivência Selfie: Retrato por Escrito? 💬 Clique aqui e envie-nos uma mensagem ;)

Eduardo Alves é graduado em Relações Públicas e especialista em Mídias Digitais.

É formado em ThetaHealing DNA Básico e Avançado pela Escola Onda e certificado internacionalmente pela THInK.

Também estuda escrita criativa e afetuosa, captação e tratamento de histórias de vida e curadoria de conhecimento em espaços menos ortodoxos.

Lançou o Kayuá, projeto de autoconhecimento livre e itinerante que acredita que a narrativa contribui para o desenvolvimento do ser humano. Com ele, apoia pessoas em seu autoconhecimento por meio do ThetaHealing e da Jornada Narrativas de Vida.

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