• Sergio Hora

Respire fundo! Ansiedade também pode ser benéfica.


Quando virei a maçaneta da porta para abri-la e sair do apartamento algo já parecia estranho. Tranca-la, já no lado de fora, chamar o elevador, contar andar a andar os números passado pelo painel e finalmente chegar ao hall de entrada do prédio pareciam ter demorado milênios, mas tudo isto não levou mais do que cinco minutos. O som do “cleck” do portão da portaria do prédio estava entre inaudível e jocoso. A rua estava com pouca movimentação, mas a sensação era a de estar na 25 de março na véspera do Natal. Ao chegar na avenida Ibirapuera, as sensações se exponenciaram e respirar já estava por demais pesado. Caminhei cerca de dois quarteirões, os olhos encheram d’água, os músculos tremiam e a cabeça estava entre pesada e nas nuvens. Voltei-me imediatamente para trás e retornei correndo ao apartamento.

Esta foi uma das inúmeras crises de ansiedade que ocorreram durante todo o período depressivo pela qual passei, conforme descrevi em meu texto anterior sobre o tema depressão. O medo, a apreensão, o desconforto, a insegurança, a estranheza com relação aos ambientes e para consigo são marcas dos transtornos de ansiedade.

A ansiedade é parte do nosso sistema mental e, tal qual o medo, na medida certa, faz parte do nosso sistema de sobrevivência e conviver adequadamente com ela é muito saudável. No entanto, quando o quadro de ansiedade se intensifica em níveis muito altos, surgem os transtornos de ansiedade que podem ser classificados como pânico, fobia simples, fobia social, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e transtorno de ansiedade generalizada.

No Pânico, a pessoa tem medo das reações do próprio corpo e imagina que coisas terríveis vão trazer consequências catastróficas para ela; na Fobia Simples, há uma certa similaridade com o pânico, mas mais relacionado a situações específicas como estar dentro de um elevador e sentir-se preso, medo de altura, de certos animais, entre outras; na Fobia Social a crise de ansiedade ocorre quando a pessoa se sente observada e passa mal e vai ficando mais e mais ansiosa e acaba por isolar-se – o mais comum é o receio de falar em publico e a timidez patológica-; no Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) a pessoa tem muitos pensamentos obsessivos como ter que lavar as mãos compulsivamente por conta de germes, ter que verificar se a porta da casa esta fechada uma dezena de vezes, arrumar e rearrumar as coisas em determinada ordem ou jeito de forma a diminuir o sentimento de ansiedade; no Transtorno de Estresse Pós Traumático (TEPT) a pessoa revive constantemente as reações emocionais ligadas a experiência traumática, tendo flash backs, por exemplo, vivenciando aquela experiência emocionalmente e até de forma motora; no Transtorno de Ansiedade Generalizada a pessoa se preocupa demais com coisas do dia a dia que temendo que tudo possa dar errado.

Como mencionei, existe um grau de ansiedade que é considerado normal. Aquele que qualquer pessoa tem diante de uma prova, de um primeiro encontro, de saltar de paraquedas (ah, como isto é bom rs). Ainda assim, a pessoa consegue encarar as situações e seguir em frente. No entanto, quando estas sensações são muito intensas e frequentes acabam por determinar limitações na vida dela. Pode ter dificuldade em relacionar-se, falar, passa mal, retrai-se provocando as crises de ansiedade, configurando-se, então em um problema.

Há, basicamente, dois tipos principais de abordagens clínicas para o tratamento do transtorno de ansiedade: o tradicional, com medicações, nos quais controlam-se os sintomas e as estratégias terapêuticas, nas quais trabalhamos mais a causa da ansiedade com foco no aumento da tolerância do grau da ansiedade, diminuindo ou eliminando os sintomas. Em casos mais graves, acabam-se adotando ambos os tratamentos.

A ansiedade anda de mãos dadas com a depressão e 92% das pessoas que optam por um tratamento terapêutico alcançam sucesso. No entanto, apenas 1 em 4 pessoas que sofrem com algum transtorno de ansiedade procuram ajuda.

Observe -se e aos seus amigos buscando identificar os sinais e busque um bom tratamento, para si ou para esta outra pessoa. Viva com saúde!

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Sergio Hora - Terapêutica Integrada

Facilitador certificado de Barras de Access®, Facelift® Energético e processos corporais de Access Consciousness®; terapeuta de SE-Somatic Experiencing® e Florais Alquímicos de Joel Aleixo®. Mestre em ciências pelo Depto. Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP e graduado em Tecnologia da Informação. Especialista em políticas públicas nas áreas da saúde, educação e assistência social. Ministrante dos cursos de Barras de Access® e Facelift® Energético e dos workshops de MTVSS® e Circuitos no Centro.

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