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As 6 palavras do Amor: uma palavra, muitos significados


De todos os sentimentos e emoções humanas, talvez o amor seja o que gere mais interesse, curiosidade, alegria e sofrimento. Há quem diga que o amor não é um sentimento, mas sim um conjunto de ações que nos fazem sentir-nos amados. Independente de ser sentimento, emoção ou ação, o amor está presente nas vidas de todos, gerando ideias e discussões desde a Antiguidade.


No Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa Michaelis, existem 15 definições para a palavra “amor”, incluindo significados religiosos e mitológicos. “Amor” é relacionado a desejo, beleza, amizade, ato sexual, sentimento inconsequente, instinto, cobiça, fidelidade, divindade, entre muitas outras associações.


Parece estranho que uma única palavra — amor — consiga reunir tantos significados e aspectos diferentes e até mesmo contraditórios. Declarações como “eu te amo” ou acusações como “você não me ama” trazem ideias muito particulares sobre o que é amor, ideias construídas na cultura ao longo de muitos anos. Em uma mesma palavra, desdobram-se imagens distintas sobre a experiência humana de amar.



John Alan Lee e as palavras gregas para o amor

Na língua grega existem palavras diferentes para representar o que entendemos por “amor”. Cada palavra carrega um significado, relacionado à paixão, aos deuses, aos amigos, etc.


A partir de alguns destes significados, o ativista canadense John Alan Lee elaborou, na década de 1970, a Teoria dos estilos de amor ou Teoria das cores do amor. Ele utilizou as palavras gregas para definir 6 estilos diferentes de amor, ou melhor, 6 diferentes manifestações do amor.


No entanto, é sempre importante lembrar que podemos experimentar mais de um estilo de amor ao longo da vida, ao mesmo tempo ou em momentos diferentes, variando de acordo com o tempo ou o tipo de relacionamento que possuímos. Podemos enxergar tendências em nós — eu costumo me relacionar amorosamente desta ou desta forma — , mas nenhuma categorização é estática. Mudamos a cada nova experiência que vivemos.



E por que transformar 1 palavra em 6?

Se já temos uma palavra na Língua Portuguesa para representar esse sentimento (ou emoção, ou ação), por que complicar e decompor esta única palavra em seis?


Porque o amor não é um sentimento de definição simples. Nenhum é, na verdade, mas acredito que o amor consegue ser mais complexo do que todos. Ele é capaz de nos proporcionar imensas alegrias e profundos sofrimentos. Com ele, é possível se desenvolver e se aprisionar. Quando amamos de uma forma saudável, aprendemos a respeitar o outro e a tolerar suas diferenças. Já quando amamos de forma dependente, nos perdemos de nós e ficamos sujeitas ao adoecimento.


Diante de toda complexidade do amor, e a partir da teoria de John Alan Lee, 6 possíveis decomposições da palavra amor são:


Paixão

Sedução

Companheirismo

Afinidade

Cuidado

Ciúme


Todas essas palavras são positivas? Não. A paixão, quando patológica, pode nos cegar para violências. A sedução, quando jogada como um jogo em que só participa um dos parceiros, pode trazer insegurança e sofrimento. O companheirismo, quando mal interpretado, pode cercear a liberdade do outro. A afinidade, quando exagerada, pode nos privar de viver experiências novas. O cuidado, quando só existe de um lado, pode gerar frustração e abuso. E o ciúme definitivamente não é amor, mas está presente em quase toda experiência amorosa.


Estas palavras relacionam-se com os estilos de amor identificados por John Alan Lee a partir das palavras gregas. Apenas a título de curiosidade, são elas (respectivamente): Eros, Ludus, Estorge, Pragma, Ágape e Mania. São diferentes manifestações do amor que experimentamos ao longo de nossas relações.


Mesmo conhecendo estilos e formas diferentes de amar, nenhuma descrição será capaz de abarcar todas as emoções vividas no encontro amoroso. O amor é parte indispensável da vida humana e pode provocar experiências muito boas ou muito ruins, dependendo de como nos colocamos na relação e do que esperamos dela. O mais importante é saber que a palavra “amor” carrega significados diferentes, que nem todas as pessoas a entendem da mesma forma e que podemos viver muitos tipos de amores ao longo do tempo.


Afinal, se o amor é parte integrante e indispensável da nossa vida, porque não vivê-lo sob todas as formas possíveis?


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Maíra Bentim é Psicóloga junguiana e cursa especialização em arteterapia.

Trabalhou em escolas e serviços de saúde mental, sempre atentando para o bem estar de cada pessoa. Acredito na importância de ter espaços para a livre expressão de quem se é, e por isso me sinto realizada em poder criar estes espaços no consultório.


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