• Centro Dora M Bentes

Festas de fim de ano podem trazer à tona problemas de saúde mental


À medida que dezembro se aproxima, chegam com ele também as festividades e confraternizações típicas do encerramento de mais um ciclo. Para muitas pessoas, é um período de muita alegria e para outras, potencializa sentimentos melancólicos. Porém, para quem tem depressão, as festas de fim de ano podem representar um momento difícil, com gatilhos para sintomas negativos.


O fato de estarmos vivendo uma pandemia há quase um ano também é fator contributivo para que neste ano a situação possa estar ainda mais agravada. Os encontros e contatos físicos com as pessoas têm sido evitados e muitas famílias, amigos e até mesmo nos ambientes de trabalho não sabem, ainda, como vão lidar com esta situação neste final de ano.


É fundamental ter atenção e empatia com alguém próximo a você que apresente um quadro depressivo. Assim, a pessoa pode evitar crises e, em casos de emergência psiquiátrica, ter a quem recorrer. Você pode adotar algumas posturas para ajudar as pessoas com depressão a evitarem momentos ruins e situações de risco.



Evite expor a pessoa com depressão a situações desconfortáveis

As festas de fim de ano de 2020 certamente terão uma nova tônica. Muitas pessoas evitarão o contato social e ficarão isoladas, ou optarão por estarem com grupos bastante menores.


Em geral, o excesso de eventos, fotos, pessoas empolgadas e a necessidade de interações sociais podem ser pesadelos para quem convive com a depressão. Às vezes, em uma festa de Natal, há lembranças ruins, como a saudade de algum ente que partiu ou a divisão de famílias, em casos de separações matrimoniais. Contudo, neste ano, o oposto deve ocorrer com mais frequência: poucas festas, poucos encontros, o que também contribui para a piora do quadro depressivo.


A pressão dos familiares, nesses eventos, também é um fator ao qual se deve ter atenção. Não à toa, ela expõe o indivíduo com o transtorno a uma situação de vulnerabilidade em que podem conversar com ele sobre sua aparência, eventuais fracassos no trabalho, dificuldades de concluir um projeto ou rompimentos com pessoas, tal qual um término de namoro causado pela depressão.


Ao acompanhar a pessoa nesses momentos e afastá-la dos locais ou das rodas de conversa em que os assuntos afloram, evita-se que ela seja invadida por tristeza extrema, ansiedade e pânico. Para o caso de optarmos pelo afastamento social, é importante manter algum tipo de contato com as pessoas queridas a fim de diminuir esta sensação de distanciamento e isolamento tão presente nos dias atuais, com os quais estas pessoas têm ainda maior dificuldade de lidar.



Ajude a pessoa com depressão a ficar próximo de quem é querido

Assim como as festas de fim de ano funcionam como gatilhos de quem já apresenta problemas de saúde mental, elas também podem auxiliar ao unir esses indivíduos a pessoas que façam com que se sintam melhores.


Um amigo ou um parente distante que dê atenção, carinho e paciência já é um excelente porto seguro e um aliado ao ouvir o desabafo e ajudar a sensação ruim a passar. Não podendo fazê-lo pessoalmente, acredito que já nos acostumamos às diversas ferramentas de comunicação existentes.


Muitos aniversários ao longo deste ano aconteceram por meio dos aplicativos de encontro em grupo e é provável que seja adotado durante as festas do final do ano.



Escute a opinião da pessoa e permita que ela exponha seus sentimentos

Embora uma conversa amiga não substitua a psicoterapia, pode aliviar sintomas momentâneos de estresse e ansiedade.


Com as redes sociais e a propaganda feita em cima do Natal e do Ano Novo, parece que é obrigatório estar feliz nas festas de fim de ano, então é fundamental que o pessoa com sintomas de depressão compreenda, apesar de tudo, que nem todos se sentem assim e é comum ficar triste, ainda que o sentimento, nesse caso, seja agravado pela doença.


Ao falar sobre suas sensações, tem a chance de receber gestos de empatia responsáveis por tornar todos os momentos mais fáceis.

Ainda que o período difícil das festas de fim de ano nem sempre chegue a situações extremas, para quem tem depressão, toda atenção dada é importante a fim de que possa haver intervenções. Em casos de emergências psiquiátricas, como surtos, tentativas de suicídio, ataques de tristeza ou de violência, não hesite ao entrar em contato com uma instituição especializada ou profissional de saúde para pedir auxilio.


Fique bem e viva com saúde!


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Sergio Hora - Terapêutica Integrada

Facilitador certificado de Barras de Access®, Facelift® Energético e processos corporais de Access Consciousness®; terapeuta de SE-Somatic Experiencing® e Florais Alquímicos de Joel Aleixo®. Mestre em ciências pelo Depto. Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP e graduado em Tecnologia da Informação. Especialista em políticas públicas nas áreas da saúde, educação e assistência social. Ministrante dos cursos de Barras de Access® e Facelift® Energético e dos workshops de MTVSS® e Circuitos no Centro.

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