• Eduardo Alves

O compromisso com a gente mesmo



Photo by Emmanuel Zua on Unsplash


Eu espero que tenha tido um excelente começo de ano. Por aqui, as energias estão renovadas e focadas em desenvolver o melhor para mim e para o mundo.


E é nesse pensamento que começo esse nosso primeiro encontro do ano. Quero compartilhar contigo que a nossa Newsletter ganhou um nome: Lápis no Papel.


A ideia é transmitir algo que gosto muito: movimento. A vida nos pede pensamento, reflexão, mas sem movimento nada se concretiza, nada se torna sentimento e emoção “na pele”.


Em minha experiência, quando quero criar algo, começo por tocar uma folha de papel com as minhas palavras. É ali que eu começo a trazer para o mundo as minhas criações.


Fazer a Lápis no Papel, então, é parte dos meus compromissos de ano novo, parte do que quero colocar no mundo. Ano após ano, renovo comigo meus compromissos de curto, médio e longo prazo.


Comecei a ter consciência disso em minha vida tem pouco mais de 10 anos, mas, olhando para trás, vejo que, desde garoto, eu já selava comigo o que eu iria criar. Tudo começou com as minhas agendas - e eu já falei delas por aqui. Ano passado, logo no fim do período, folheei algumas delas e vi minhas palavras escritas com uma letra trêmula de quem ainda tinha bem pouca confiança no mundo que estava, fantasiando sobre o futuro.


Naquela época, era como se tudo estivesse tão distante de quem eu era, mas as ideias eram tantas e sem bloqueios que fui escrevendo desejando que o infinito coubesse em apenas uma página, afinal, na seguinte, eu começava a fantasiar um outro Eu ali.


Quando olho o que criei ali na meninice, naquelas Tilibras, e vejo presente na minha vida adulta, penso na potência da nossa criança em ultrapassar barreiras. Eu penso isso porque a nossa criança está tão perto do coração que ela só consegue seguir aquela voz.


As demais voltas que fazemos na vida adulta acontecem porque, em algum momento, nos distanciamos da intuição que sussurra tão tranquilamente o que o coração quer nos dizer. E, então, precisamos descobrir o caminho no labirinto da vida para nos reconectarmos com essa voz, essa potência da criação em nossa vida.


A voz que vem do coração


Quando ouço a minha intuição, eu sei que estou conectado comigo mesmo, por isso estou comprometido com o que sou e quero manifestar no mundo. Num mundo cheio de estímulos, cobranças, informações e demandas externas, esse desafio ganha tamanha magnitude se não encontrarmos o silêncio dentro da gente.


Eu o encontro de diferentes formas, como na meditação do Thetahealing, no foco no coração que realizo pela Terapia dimensional, numa sessão de terapia, num momento de ócio, quando paro para escrever sobre o que sinto e o que me emociona (meu favorito!).


Viver o meu compromisso é voltar lá na minha infância e sentir a potência que a confiança em mim mesmo me dá. É me conectar com a disposição para ir além, para enxergar riscos como oportunidades. É a forma mais pura de me manter na minha posição com coragem e integridade. É um salto em direção a minha melhor criatividade. É deixar de olhar para o medo e seguir em frente.


Para esse momento, se fizer sentido para você, faça como eu: assuma os compromissos mais profundos consigo e deixe a leveza e o prazer entrar por esta porta. Divirta-se nessa jornada (no curto, no médio e longo prazo).


Pegue um papel e responda com a voz vinda lá do coração:

  • O que seu coração quer que você faça?

  • O que te impede de ir nessa direção?

  • O que precisa desapegar para fazer o pedido do seu coração?


Abra-se para seguir para onde quer que ele te conduza, sempre no seu ritmo.


Até a próxima!

Um abraço,

Edu