• Keila Caiani

O diferente de mim é apenas diferente


Fazia tempo que uma amiga dizia sobre um aplicativo de carona, mas como eu costumo ser mais receosa em determinados aplicativos e suas propostas eu demorei tempos para entrar e compreender como ele funcionava.


Nesta última vez que ela sugeriu, eu decidi instalar o tal do app para ver “qual é que era” e para a minha surpresa achei tudo muito correto e organizado. É uma plataforma com pontuação das pessoas que dão e recebem a carona.


E, conforme a gente escolhe um determinado motorista, ele é avaliado por nós e nós por eles e assim começam as pontuações para que novas oportunidades de carona e de passageiros aconteça.


Isso me lembra um episódio de Black Mirror que avaliava os outros de acordo com a pontuação no app, algo muito familiar ultimamente.



Quais as vantagens de compartilharmos momentos com estranhos?


Nesta plataforma, o que faz as pessoas escolherem os motoristas é o preço, pois são bem mais acessíveis do que ônibus de viagem. Se o preço está bom e ainda o carro é confortável os motoristas acabam tendo mais procura..


Eu, particularmente acho muito interessante me conectar com pessoas que nunca vi, saber suas histórias de vida. E neste caso ainda tem o fator que talvez jamais encontrasse com estas pessoas se não fosse por conta desta carona.



Qual será a minha função na vida desta pessoa e a função desta pessoa na minha vida?


Por mais que seja “apenas uma carona” eu fico pensando sobre a função que temos na vida do outro.


Eu por exemplo, na ida, fui com duas pessoas que praticamente não falaram e eu falante, respeitei o silêncio do carro. Confesso que tentei introduzir uns dois ou três temas no começo da viagem, mas não deram continuidade e eu me calei.

Apenas no final co caminho eu conversei com o motorista e descobri que ele faz um doutorado e leva e traz pessoas 3 vezes por semana justamente para angariar custos e poder finalizar seu doutorado fora do Brasil.


Olha que demais! Eu jamais saberia se não tivesse naquele carro e se eu não tivesse tivesse perguntado para sobre sua vida.


Na volta, eu conversei mais com quem estava no carro, porém, o mais interessante nisto tudo é que depois que a gente sai do carro termina a conexão com o outro. Cada um segue a vida como se ninguém tivesse encontrado o outro.



O que faz a gente ter estes breves momentos com desconhecidos?


Será que esta troca nos engrandece?


Penso que esta possibilidade de ir e vir com pessoas desconhecidas nos permite conhecer todo tipo de gente e aprender a respeitar o outro como ele é. Se uma pessoa não gosta de falar respeitar é o caminho. Se a pessoa gosta de falar e colocar o som alto e isto nos incomoda, podemos sinalizar e também respeitar.


Foi uma experiência muito diferente, interessante, curiosa e mesmo eu que tive um frio na barriga pensando na parte de segurança quanto ao aplicativo e as pessoas que trabalham com ele,  experimentei algo novo e hoje posso compartilhar contigo.


Agora se você quiser uma conversa que pode mudar seu modo de enxergar alguns aspectos da sua vida, basta fazer um agendamento para o "Conversas que Transformam",  são encontros semanais que conforme acontecem acessamos novos elementos e ferramentas que auxiliam no caminho do seu autoconhecimento.


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Quer saber mais sobre as Conversas que Transformam? 💬 Clique aqui ou envie-nos uma mensagem ;)


Keila Caiani é terapeuta e criadora do Motivação Todo Dia, um projeto que envolve escrita empática, psicologia positiva, rodas de conversa, cursos livres e atendimentos individuais.

Estudou análise transacional, ferramentas e técnicas de coaching, escrita criativa e afetuosa pela The School Of Life Brasil, oratória – que atuo de forma voluntária e profissional – e sempre que posso volto para novas técnicas e aprendizados.

#diferença #conversasquetransformam #acolher

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