• Sergio Hora

O que o Coringa pode nos revelar


Imagem: Filme Coringa

O novo filme de Todd Phillips, Coringa, não apenas alcançou uma bilheteria espantosa, mas também alimentou um sem número de análises dos ditos especialistas nas mais variadas áreas, e, também, dos "não-especialistas" em todo o mundo. Demorei um pouco para assistir ao filme – pura questão de agenda-, mas li muito material dando conta de analisar os mais variados aspectos desta obra cinematográfica.



A construção do Coringa


O ator, Joaquin Phoenix, que interpreta Coringa, mencionou na imprensa que "Quando li pela primeira vez, senti que muitos de seus comportamentos e ações foram desprezíveis", "Vi que em certos momentos ele estava em luta ou fuga. Eu reconheci esses sinais que me permitiram pensar nele de forma diferente. É difícil não ter simpatia por alguém que experimentou esse nível de trauma na infância: uma medula super estimulada (causa do riso excessivo da personagem) e a procura e a percepção do perigo em todos os lugares", "Para alguém nesse estado, isso significa que suas ações fazem sentido ou são justificadas? Obviamente não. Há um ponto em que ele cruza a linha onde eu não sou mais capaz de ficar ao seu lado".



A arte como elemento de reflexão


Como toda arte, o filme nos incita a reflexões de toda ordem; ora exagera e irrita alguns puristas, ora cobre o enredo com uma suave névoa de mistério e dúvida que nos faz imaginar vários enredos tangenciais e acaba por nos provocar a entrar na mente da personagem protagonista em busca da explicação mais verossímil. E tudo bem! Na verdade, alguns detalhes não precisam importar tanto. Eles acabam por emprestar à obra um certo ar de mistério que alimenta nossa imaginação, mas que, sobretudo, nos revela aspectos da vida humana que valem a pena serem debatidos, mas sem convidarmos à mesa de discussão a dualidade restritiva.



Algumas possibilidades reveladas