• Centro Dora M Bentes

Saúde Mental da Mulher



Por Sergio Hora


Estamos no mês da mulher – março - e é muito mais comum falarmos sobre a saúde física feminina com as campanhas de prevenção do câncer de mama e colo de útero, contudo, não podemos esquecer de olhar de forma mais ampla e integrada para a saúde da mulher e lembrar a importância de discutir e entender sua saúde mental.


Ter uma doença mental é ter uma condição que te leve à limitação das capacidades funcionais, quando a pessoa não consegue sentir bem-estar, quando há prejuízo das suas atividades laborais e quando suas relações sociais em com a família são afetadas.


Muitos estudos têm apontado maior suscetibilidade para as doenças mentais no grupo feminino da população, portanto, para além das importantes campanhas sobre a sua saúde física e fatores externos, como o aumento do feminicídio e violência doméstica, sobretudo no período instalado de pandemia, é bom olharmos para a os fatores mentais envolvidos.


Homens e mulheres contam com poderes diferentes sobre fatores socioeconômicos que podem contribuir para sua saúde mental tais como posição social, status e tratamento dado pela sociedade, para além de certos fatores biológicos.


Homens e Mulheres

Muitos estudos já apontam que as mulheres têm duas vezes mais chances de sofrerem com a depressão, comparadas aos homens, bem como acumularem mais de um distúrbio mental ao mesmo tempo. Da mesma forma, as mulheres têm mais chances de sofrerem de estresse pós-traumático (TEPT)e, sobretudo neste caso, levam mais tempo para buscarem ajuda e tratamento. No caso de TEPT, o fator mais recorrente advém dos casos de violência sexual.


Outro distúrbio muito comum, ligado aos transtornos de ansiedade, é o alimentar. Com a cobrança contínua por um padrão de beleza e comportamento social, é a mulher quem mais sofre com este tipo de transtorno. Elas têm 10 vezes mais chances de desenvolver, por exemplo, anorexia e bulimia.


Alguns estudos demonstram que por conta do estigma social da saúde mental, associado à manutenção da imagem da boa mãe e da boa dona de casa, as mulheres tendem, por vergonha, a demorar mais a buscar ajuda quando se trata de sua própria saúde mental.


A pandemia também tem demonstrado como a carga mental recai sobre a mulher de forma distinta à do homem. Além da adaptação ao trabalho, muitas vezes remoto ou com alteração na escala de horários, e com o cancelamento das aulas, foi a mulher quem mais assumiu múltiplas tarefas no lar cuidando ainda mais intensamente de todas elas. Soma-se a isto, em muitos casos, o incremento da violência doméstica com toda a família mais tempo reunida em suas casas.


O emprego da mulher, também, foi o mais afetado durante a pandemia e muitas mulheres se viram obrigadas a repensar suas atividades de trabalho com seu papel materno cuidando mais intensamente dos filhos que ficaram em casa.


Fatores de vulnerabilidade

E são basicamente três fatores que compõem o estado de saúde mental da mulher, e que são diferenciados da dos homens em certos aspectos.


O primeiro fator é o biológico. As mulheres estão mais suscetíveis, ao longo de toda a vida e de formas diferentes a ciclos hormonais que a afetam (menarca, gestação, climatério e menopausa). Em geral, o preconceito as rotula como neuróticas, histéricas, rótulos ainda muito utilizados quando da variação de humor entre ciclos.


O segundo fator é o genético. Pessoas com pais e familiares que possuem doenças mentais, como a depressão, tem maios probabilidade de desenvolver esta condição ao longo da vida.


E por fim, os fatores ambientais e sociais tais como menor escolaridade, condições socioeconômicas e alimentares, condições de trabalho e sobrecarga de funções. No trabalho, é muito comum o surgimento da situação de burnout, condição mais comum entre as mulheres


Cuidados essenciais

A despeito, portanto, de vários estigmas associados à saúde da mulher, o primeiro passo é não ter medo de pedir ajuda. Agir preventivamente ainda é a melhor opção e existem tratamentos possíveis que podem ser buscados com psiquiatras, psicólogos e terapeutas integrativos, além de outros profissionais da área da saúde e da assistência.


Conhecer a si mesma reconhecendo suas emoções, entender o que as causou e reconhecer o momento de buscar ajuda é fundamental.


Algumas práticas como a de exercícios regulares, manter uma alimentação balanceada e realizar tarefas que lhe tragam prazer podem ajudar bastante na manutenção de uma boa saúde mental. Atitudes diárias são fatores contributivos para isto como a convivência com amigos e pessoas de influência positiva em sua vida, evitar fatores estressores como dormir bem e buscar um propósito factível e motivador.


Saúde deve ser vista pelos fatores internos e externos e cuidar da mente é o primeiro passo para aproveitar a vida como ela deve ser realmente desfrutada.



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Fique bem e viva com saúde!


Sergio Hora - Terapêutica Integrada

Facilitador certificado de Barras de Access®, Facelift® Energético e processos corporais de Access Consciousness®; terapeuta de SE-Somatic Experiencing® e Florais Alquímicos de Joel Aleixo®. Mestre em ciências pelo Depto. Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP e graduado em Tecnologia da Informação. Especialista em políticas públicas nas áreas da saúde, educação e assistência social. Ministrante dos cursos de Barras de Access® e Facelift® Energético e dos workshops de MTVSS® e Circuitos no Centro.

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