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Saúde mental, pandemia e o mundo do trabalho


O tema mais uma vez é pandemia, afinal temos convivido com ela por quase todo o ano de 2020.  A vida foi transformada em seus mais diferentes aspectos e já tivemos a oportunidade de discutir aqui o que alguns especialistas chamam de quarta onda, o impacto que a pandemia está causando na saúde mental da população.



Os números se confirmam

Mais pesquisas estão sendo realizadas e vem confirmando o que a OMS – Organização Mundial da Saúde vinha preconizando: cerca de 1/3 da população mundial deverá sair com algum tipo de transtorno mental deste período, sejam os transtornos de estresse pós-traumáticos ou transtornos gerais de ansiedade. A revista Você RH, da editora Abril, deste mês traz reportagem especial intitulada “O ano da Saúde Mental®” e menciona que pesquisas realizadas no país demonstram que sete em cada dez brasileiros estão com medo acima do normal devido à pandemia de covid-19.


Números da mesma OMS já demonstravam que doenças como a depressão seriam das mais incapacitantes no mundo até este ano. O que a pandemia acabou fazendo foi confirmar e acelerar estas previsões. Os índices de estresse, ansiedade, depressão que já vinham atingindo níveis preocupantes, confirma a reportagem, quase dobraram no início do isolamento físico e social. No mundo do trabalho, já havíamos mencionado antes neste blog, o estresse das pessoas que não puderam ficar em casa era ainda maior face à sensação de perigo à sua saúde e dos seus familiares e as pesquisas mais recentes mostram que os transtornos e estresse, ansiedade e depressão são 12% maiores neste grupo de profissionais.



Os grupos atingidos

Trabalhar em casa, no esquema de home office, contudo, não blindou os profissionais de todos estes transtornos. O isolamento, o temor pela saúde própria e dos familiares, as mudanças na rotina de casa e profissional, o enlutamento pelos entes queridos que teve que ser vivenciado de forma muito diferenciada e, também, pelos projetos planejados e não vividos durante este ano, a preocupação pela perda iminente do emprego e dos recursos financeiros foram fatores que impactaram todos nós. As mulheres, em especial, viram-se envolvidas em jornadas triplas de trabalho, pois, para além de muitas vezes terem os afazeres tradicionais de casa e trabalho, assumiram mais tarefas domésticas e o cuidado escolar dos filhos.



O novo trabalho

A maior parte das pessoas viu-se da noite para o dia, em casa, realizando suas atividades no chamado home office, o que para muitas pessoas e muitas empresas ainda uma realidade muito distante. Ainda que, sobretudo nas grandes cidades, as pessoas tenham abandonado os trajetos que significavam muitas vezes trânsito intenso, muito tempo de deslocamento e aglomerações no transporte público de baixa qualidade, o trabalho remoto evidenciou muitas questões. As pessoas começaram a se sentir mais desgastadas pelas longas horas de trabalho, pois os gestores e os próprios colaboradores não entendiam muito bem este novo modo de operação e aumentaram controle e exigências. Excesso de reuniões no intuito de entender o funcionamento do novo método e garantir o controle com horários inadequados à rotina da casa, cobrança de resultados e produtividade para além do razoável começaram a impactar ainda mais o bem-estar mental das pessoas.



O olhar para a retomada

Muitas empresas, contudo, diante deste cenário, já estão estimulando gestores a terem outro tipo de comportamento junto às suas equipes motivando-os a rastrearem a saúde mental dos colaboradores. A OMS acredita que para dólar investido para manter a saúde mental das equipes reverterá em 4 dólares de produtividade e os transtornos de ansiedade e depressivos que já tinham atingido índices altíssimos como responsáveis pelo afastamento de empregados do trabalho deverá ganhar ainda mais fôlego, prevê os órgãos responsáveis pela área.


No Fórum Econômico Mundial, de Davos, em 2019, pela primeira vez a saúde mental foi inserida como risco para a produtividade mundial, portanto, o olhar para esta questão deve ser alterado. As organizações começam a mudar seu olhar para este cuidado, ainda permeado de muito preconceito e desconhecimento. E a pandemia só fez acelerar o processo.


Muitas pessoas estão com medo de retornarem aos ambientes tradicionais de trabalho e o tem recusado. Há uma situação identificada como FOGO (Fear of Going Out), o medo de sair de casa, que vem acometendo a muitas pessoas. A produtividade em casa mostrou-se tão boa quanto nos escritórios e novos modelos de negócios vem surgindo de forma a oferecer ambientes mistos de trabalho no pós-pandemia: parte presencial e parte remoto.

Estamos todos aprendendo como estabelecer as relações pessoais e de trabalho nesta nova realidade e gerenciar nosso tempo e, tal qual ocorreu no início disto tudo ainda nos restam muitos temores e incertezas. Uma certeza, contudo, que vem surgindo, agora também no ambiente corporativo, é a de que cuidar da saúde mental é fundamental, prioritário, e não mais apenas para bem-estar exclusivo do indivíduo, mas a sociedade de forma geral e para a eficácia no mundo do trabalho.

Fique bem e viva com saúde!


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Sergio Hora - Terapêutica Integrada

Facilitador certificado de Barras de Access®, Facelift® Energético e processos corporais de Access Consciousness®; terapeuta de SE-Somatic Experiencing® e Florais Alquímicos de Joel Aleixo®. Mestre em ciências pelo Depto. Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP e graduado em Tecnologia da Informação. Especialista em políticas públicas nas áreas da saúde, educação e assistência social. Ministrante dos cursos de Barras de Access® e Facelift® Energético e dos workshops de MTVSS® e Circuitos no Centro.

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