• Centro Dora M Bentes

Saúde Mental da Criança e Adolescente



Por Sergio Hora


Muito se tem falado sobre os impactos econômico-financeiros da pandemia, contudo, temos trazido em nossos encontros mensais, neste blog, a importância de olharmos a saúde mental da população em suas diferentes nuances indicadas por faixas etárias, condições socioeconômicas, gênero etc.


Neste momento, vivemos um grande momento estressor que altera nosso ambiente e provoca tensões de naturezas diversas.


Um processo que poderá causar um grande trauma coletivo e as crianças e adolescentes, ainda que pareçam ter manifestações clínicas mais brandas com relação ao vírus da covid-19, na área da saúde mental esta população específica talvez esteja ainda mais vulnerável do que quaisquer outras que possamos classificar.


Os transtornos que surgem na infância e na adolescência são extremamente relevantes para a sociedade, pois afetam estes indivíduos normalmente saudáveis em plena fase de desenvolvimento com prejuízos que poderão afetar toda sua vida adulta levando a certas incapacidades e até mesmo à morte.


O Microssistema das Interações Familiares

O afastamento social tem sido uma das principais ferramentas contra o coronavírus e crianças e adolescentes tem se mantido em suas casas por mais de um ano, algumas com breves períodos de convivência em ambiente escolar, mas, no geral, têm estado em casa. No entanto, muitos lares não podem ser considerados o lugar mais seguro para muitas delas, e nestes ambientes podemos observar o aumento de tensões, conflitos e situações de violência.


Por outro lado, mesmo naqueles ambientes mais estruturados, pais e adultos do entorno podem estar lidando com mais dificuldade com os aspectos desta crise e acabam por transmitir estas emoções para suas crianças e adolescentes.


Quando os estímulos que chegam ao cérebro da criança não são tão intensos a criança tende a processar mais adequadamente os estímulos e vai criando mais resiliência aos fatos cotidianos.


Por outro lado, quando estes estímulos são devastadores, os pais amplificam o estresse, chegam intensos e em quantidade muito grande, o cérebro não processa adequadamente criando o chamado estresse tóxico, que propicia a instalação dos problemas emocionais ou comportamentais ou mesmo transtornos mentais.


Este estresse é fruto da ativação frequente e prolongada do organismo, sem os mecanismos de proteção que possam reduzir os efeitos dos eventos estressores.


O ambiente familiar é o primeiro microssistema da criança, onde se constrói as relações próximas realizadas face a face entre os cuidadores principais e as crianças em desenvolvimento e ambientes familiares em condições adversas, como violência, negligência e dificuldades de toda ordem são considerados como um microcontexto caótico que poderá afetar crianças e adolescentes.


O microssistema das interações sociais do ambiente escolar

O segundo microssistema conhecido pelas crianças é o ambiente escolar e fundamental para o desenvolvimento da aprendizagem.


A escola também é uma importante rede de apoio onde se intensifica a socialização e, muitas vezes, símbolo de afeto e cuidado e nesta pandemia as crianças se viram afastadas dela não podendo mais ter contato direto com professores e colegas.


Ainda que as aulas tenham de alguma forma prosseguido no ambiente virtual estas mudanças na rotina exigem muita da compreensão e adaptação das crianças, tudo isto gerando muito estresse e ansiedade.


Pouco se sabe, ainda, sob o efeito do impacto do ensino à distância e a falta de suporte educacional no desenvolvimento, contudo, os primeiros estudos apontam para indicadores preocupantes.


Como atenuar os efeitos da pandemia

O efeito do estresse tóxico pode ser observado a curto prazo, como irritabilidade, medos, transtorno do sono e piora da imunidade e a médio e longo prazo os transtornos de ansiedade, atraso de desenvolvimento e depressão.


Para prevenir estes transtornos no atual contexto é preciso atenuar as adversidades acionando sistemas sociais de suporte, identificando precocemente os primeiros problemas e agir sobre eles antes que piorem.


Pais e adultos do convívio devem ser sensíveis ao estresse de seus filhos e crianças e acolher, confortar, transmitir segurança e ensiná-las o que é possível aprender com as adversidades.


Aceitar que as diversidades ocorrem, mas não controlam sua vida faz parte deste processo. A aceitação é um processo difícil, sobretudo para as crianças, mas pode ter grandes efeitos positivos na redução de ansiedade.



Veja mais no vídeo em nosso canal no YouTube

Assista aqui


Fique bem e viva com saúde!


Sergio Hora - Terapêutica Integrada

Facilitador certificado de Barras de Access®, Facelift® Energético e processos corporais de Access Consciousness®; terapeuta de SE-Somatic Experiencing® e Florais Alquímicos de Joel Aleixo®. Mestre em ciências pelo Depto. Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP e graduado em Tecnologia da Informação. Especialista em políticas públicas nas áreas da saúde, educação e assistência social. Ministrante dos cursos de Barras de Access® e Facelift® Energético e dos workshops de MTVSS® e Circuitos no Centro.

#saúdemental #tept #pandemia #estresse #isolamento #quarentena

Rua dos Jacintos, 233

Mirandópolis - São Paulo/SP

04049-050

  • Instagram
  • Facebook
  • You Tube
  • LinkedIn

© 2021 Todos os direitos reservados. Centro de Desenvolvimento Dora M Bentes®