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Saúde Mental na Maturidade


Por Sergio Hora


A saúde mental é um assunto que tem ganhado muita visibilidade nos últimos anos, ainda que muito permeado por pré-conceitos antiquados e que prejudicam o diagnóstico e tratamento das doenças mais prevalentes na população em todas as faixas etárias. Tem sido pauta de diversas discussões que habitam desde o ambiente corporativo até as redes sociais, mas é em casa o local onde ainda encontra mais resistência.


Epidemia das doenças mentais

Outro fato que observamos, é o foco majoritário nos jovens e adultos de meia idade, quando falamos de doenças psicológicas, como a depressão e a ansiedade. Isto acontece porque as associamos às fases mais ativas da vida, cheias de insegurança e questionamentos, como se a maturidade extinguisse essas características da personalidade de todos os indivíduos.


Fato é que a terceira idade é uma fase que contém novidades como qualquer outra, o que traz profunda ansiedade àqueles que adentram nesta fase, mas os familiares e outras pessoas mais jovens próximas dos idosos podem não saber lidar. A depressão nessa idade, por exemplo, pode se manifestar de maneira diferente da usual como a tristeza, a falta de motivação etc. É mais comum que se apresente como o aumento de dores físicas e a perda de memória, resultantes, sim, de uma doença psicológica advinda de um sentimento de inadequação ao novo período de vida.


Segundo levantamento feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2019, pessoas entre 60 e 64 anos são as mais afetadas pela depressão no país, representando 11,1% dentre os 11,2 milhões de brasileiros diagnosticados com a doença. É nos subgrupos de crianças e idosos onde observamos maiores crescimentos nas taxas de depressão, ansiedade e ideação suicida. A pandemia da COVID-19 não fez melhorar estes indicadores, muito pelo contrário, o isolamento social, sobretudo na população mais madura, por pertencerem a um importante grupo de risco, acabou por intensificar ainda mais estas questões de saúde mental nesta população.



Políticas públicas e crenças inadequadas

A ausência histórica de políticas públicas mais consistentes para esta população, cada vez mais significativa na pirâmide etária do país, é outro fator agravante na situação de saúde mental deste grupo. Em geral os sistemas de saúde focam-se apenas na saúde física, esquecendo-se do olhar mais abrangente e integrado que deve acontecer. Ainda parecermos acreditar nos ditos doa anos de 1970 que este é um país jovem, e de jovens, no entanto, esta realidade já se foi há mais de uma década e nos transformamos, como boa parte dos países mais desenvolvidos, em um país com uma população mais idosa, que, portanto, requer outros tipos de atenção, para os quais não nos preparamos.


Outro ponto de atenção quando se toca no assunto com os mais idosos é a questão geracional. Há algumas décadas, as doenças psicológicas eram vistas como ‘frescura’, ‘falta do que fazer’, principalmente por pessoas que cresceram em um ambiente atarefado, trabalhando desde cedo ou que constituíram família ainda muito jovens, fato comum há cerca de 30 anos atrás.



Como agir

A sugestão dos especialistas é que os mais jovens ao redor possam tentar dialogar e explicar para as pessoas que estão envelhecendo a importância de exercitar o corpo e a mente, conscientizando-os sobre a importância de cuidar da saúde mental, sem lidar com este tema como se fosse “coisas de gente maluca”. Estimular uma alimentação saudável, por exemplo, também é um passo importante para que os idosos tenham mais qualidade de vida. Pessoas que fazem algum tipo de acompanhamento psicoterapêutico ou terapêutico integrativo também podem compartilhar suas experiências de maneira a exemplificar os benefícios que têm tido a partir delas e oferecê-las como um suporte ao mais idosos.


Além disso, é preciso lembrar que os tempos mudaram e os mais velhos também podem e devem estar conectados ao que está acontecendo no mundo. Incluí-los nas atividades digitais, por exemplo, e apresentar conteúdos que possam interessar a eles em canais da internet, auxiliando-os e incentivando-os na interação com tecnologias as quais não estão habituados. Isto pode ser de grande ajuda para dispersar sentimentos de solidão ou até mesmo de obsolescência, sem contar que é uma ótima maneira de aproximar as gerações.


Fique atento à geração mais madura à sua volta e ofereça uma palavra ou gesto de carinho. Esta pode ser a diferença entre a instalação de um estado depressivo, ou pior, e uma vida mais feliz e saudável.





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Fique bem e viva com saúde!


Sergio Hora - Terapêutica Integrada

Facilitador certificado de Barras de Access®, Facelift® Energético e processos corporais de Access Consciousness®; terapeuta de SE-Somatic Experiencing® e Florais Alquímicos de Joel Aleixo®. Mestre em ciências pelo Depto. Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP e graduado em Tecnologia da Informação. Especialista em políticas públicas nas áreas da saúde, educação e assistência social. Ministrante dos cursos de Barras de Access® e Facelift® Energético e dos workshops de MTVSS® e Circuitos no Centro.

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