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TDAH e a Saúde Mental das crianças


O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade é hoje um dos transtornos mais comentados e conhecidos e vale a pena falar sobre ele em nossa série que trata sobre Saúde Mental e as terapias complementares e integrativas.



Do que se trata e seus grandes números

Estima-se que no Brasil existam cerca de 10 milhões de pessoas, crianças e adultos, afetados pelo TDAH. É um distúrbio que afeta entre 3% e 5% da população infantil em idade escolar, tendo maior prevalência entre os meninos. Contudo, alguns especialistas acreditam que as meninas só não apareçam em número maior porque, em geral, elas são mais atentas na escola e não demonstram a agitação mental pela qual passam cotidianamente. Muitos adultos também chegam à idade madura sem terem sido diagnosticados na infância, que é o melhor momento para se realizar a identificação.


Trata-se de um distúrbio neurobiológico crônico que se caracteriza por desatenção, hiperatividade e comportamento impulsivo. A recorrente dificuldade para manter o foco nas atividades propostas e a agitação motora que caracterizam a síndrome podem prejudicar o aproveitamento escolar e ser responsável por rótulos depreciativos que não correspondem ao real potencial psicopedagógico dessas crianças.


Apesar de muito relatado e discutido nos últimos anos, inclusive com o desenvolvimento de técnicas e medicamentos específico para este fim, o TDAH não é uma doença nova, tendo sido descrita já em meados do século XIX. Em todas as faixas etárias, os portadores do transtorno estão sujeitos a desenvolver, conjuntamente, distúrbios psíquicos como ansiedade e depressão, sendo que na adolescência há riscos mais sérios com o envolvimento com drogas e uso abusivo do álcool.


Os estudos demonstram que há fatores genéticos determinantes havendo uma alteração nos neurotransmissores de dopamina (ligado ao prazer) e adrenalina (ligado às atividades físicas e esforços físicos) no sistema, afetando as conexões neurais na região frontal do cérebro. Fatores ambientais ainda não foram comprovados cientificamente.



Os sintomas e suas características

Os sintomas do TDAH produzem reflexos negativos no convívio social e familiar, bem como no desempenho escolar e profissional. Quando predomina a desatenção, a pessoa apresenta maior dificuldade na sua concentração, na organização de atividades diárias, em seguir instruções passo a passo de forma que pulam de tarefa em tarefa sem sequer acabar os antecedentes. Não é incomum que estas pessoas sejam distraídas, esquecendo-se do que tem por fazer ou até mesmo onde colocaram algum objeto. Não se detém em detalhes, demoram para iniciar tarefas e cometem erros simplesmente por estarem desatentas.


Quando observamos a hiperatividade, notamos que a pessoa é inquieta, agitada e podem falar muito atordoando os interlocutores. Possuem muita dificuldade em participar de atividades mais lentas e manter silêncio, desde o momento das brincadeiras até naquele momento do estudo ou no ambiente de trabalho.


E quando com comportamento impulsivo, a pessoa é impaciente, age sem pensar, tem dificuldade de ouvir as perguntas até o final e precipitam-se em falar intrometendo-se me conversas alheias, assuntos e atividades de terceiros, mesmo sem serem chamadas a opinar. Na adolescência e na fase adulta os sintomas relacionados à hiperatividade costumam ser menos evidentes.



Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é sempre clínico e os sintomas manifestam-se na infância, geralmente antes dos sete anos, e são mais facilmente detectáveis nesta fase. São mais perceptíveis nos ambientes escolares e em casa e devem ser acompanhados por um período mínimo de 6 meses.


O tratamento ocorre tanto com a adoção de medicamentos – psicoestimulantes e antidepressivos – e, também, com psicoterapias, que são efetivas no tratamento dos efeitos do bullying ao qual são submetidos, sobretudo no ambiente escolar. Muitas crianças necessitam de equipes multidisciplinares para seu cuidado e as terapias complementares e integrativas são instrumento importante no tratamento da síndrome.


Os medicamentos, contudo, podem ter efeitos indesejados como insônia, falta de apetite, dores abdominais e cefaleia.


Importante salientar que o diagnóstico deve ser cuidadoso e feito por especialistas para não entrarmos na onda e no erro de identificar e autodiagnosticar alguns comportamentos como marcadores da síndrome. Infelizmente, temos esta tendência do autodiagnóstico, que pode ser muito prejudicial. Não podemos esquecer que cada indivíduo é único e especial e que, sendo assim, homogeneizarmos o diagnóstico não é a melhor atitude a ser tomada. Muitas vezes um comportamento é apenas um comportamento, inerente à natureza daquela criança, daquela pessoa, e tudo bem ser desta forma.



Recomendações dos especialistas

Os especialistas recomendam algumas coisas: fique atento às características de comportamento e personalidade das crianças, podem ser sintomas da doença que podem ser controlados; o fato de os portadores da síndrome terem dificuldade em organizar as atividades do dia a dia, manter horários e planejarem-se não é má vontade; muitas vezes existe a necessidade de desenvolver algumas técnicas para compensar as dificuldades do TDAH, como o uso de agenda, lugar fixo para guardar objetos, lembretes colocados em locais estratégicos etc., exige esforço e disciplina de todos, mas é fundamental; pais e professores devem manter-se informados sobre a vida da criança e sobre os aspectos da doença, inclusive inovações; e a psicoterapia e/ou terapias complementares e integrativas podem significar um caminho fundamental para a recuperação da autoestima da pessoa e da família.


Fique bem. Viva com saúde!


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Sergio Hora - Terapêutica Integrada

Facilitador certificado de Barras de Access®, Facelift® Energético e processos corporais de Access Consciousness®; terapeuta de SE-Somatic Experiencing® e Florais Alquímicos de Joel Aleixo®. Mestre em ciências pelo Depto. Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP e graduado em Tecnologia da Informação. Especialista em políticas públicas nas áreas da saúde, educação e assistência social. Ministrante dos cursos de Barras de Access® e Facelift® Energético e dos workshops de MTVSS® e Circuitos no Centro.

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